15/10/2022

VUELVE LA AUTOCLASICA - 2022 - BUENOS AIRES - ARGENTINA - PARTE I

 THE RETURN OF AUTOCLASSICA IN 2022 - BUENOS AIRES - ARGENTINA

Buenos Aires

A  bela capital da República Argentina, é ao mesmo tempo o centro político, econômico e cultural do país. Com seu estilo europeu, Buenos Aires é uma cidade que encanta de dia ou de noite e nas quatro estações do ano. É apaixonante.


Acima o imperdível "Mercado de Santelmo".

É uma cidade cosmopolita, com seus contrastes e ao mesmo tempo dinâmica, tradicional, histórica e vanguardista. Oferece uma gastronomia típica e internacional, sem falar na magia sempre presente do Tango. Acho que em outra "Encarnação", já vivi por aqui.


San Isidro

Essa aconchegante "cidade/bairro" fica apenas a pouco mais de 20 quilômetros do centro de Buenos Aires, onde facilmente se chega, seja de carro, ônibus ou em um agradável e confortável passeio de trem. Sua arquitetura e o clima ameno nos remete as cidades europeias.

Estação RETIRO, onde se embarca para San Isidro. Um passeio de aproximadamente 40 minutos.

La Autoclásica - 2022

"La Autoclasica", é um evento antigomobilístico anual, realizado no Hipódromo de San Isidro,  organizado pelo CLUB DE AUTOMOVILES CLASICOS DE LA REP. ARGENTINA, que atualmente é presidido pelo Engenheiro Ricardo Battisti. É uma verdadeira aula de organização,  sendo classificado pela Federação Internacional de Veículos Antigos - FIVA, como um evento entre os 10 melhores do mundo e um dos mais importantes da América do Sul. Os 90 mil metros quadrados do hipódromo, abrigam uma cifra que ultrapassa a 1.000 veículos expostos entre, automóveis, ônibus, caminhões, veículos militares e motos, além de feiras de peças (feira de pulgas) tendas de concessionárias, expositores, Clubes de Antigomobilistas, lojas e centro gastronômico. Ponto de encontro entre velhos e novos amigos antigomobilistas sul americanos.


Afivelem os cintos. Vamos entrar no Hipódromo de "San Isidro". Passear pela história sobre rodas, no maior festival de veículos antigos da América do Sul e classificado entre  melhores do mundo.

Abrindo a exposição uma ilha com belos exemplares da BMW.



Comemoração dos 50 anos dessa máquina Alemã.



Nessa edição estão sendo comemorados:

- Os 75 anos da Ferrari

- Os 50 anos da Divisão Motorsport da BMW

- Os 60 anos o mítico Jaguar E - Type

- Espaços dedicados a Oreste Berta, " o Mago" dos pilotos argentinos nos anos 1960, e ao Vice Campeão Mundial de Fórmula 1, Carlos Reutemann (Lole).

- Além de uma homenagem aos "Heróis Argentinos" na guerra das Malvinas, há 40 anos.

Uma visão geral das ruas para circulação dos visitantes.



Canteiros e espaços específicos repletos de relíquias.



VAUXHALL VELOX - Preto, 1947 - fabricado na Inglaterra.



Torino - Preparado para Raly.

Clássico SAAB - Sueco.



A imponência do ROLLS-ROYCE



Mesmo sendo raríssimo em eventos no Brasil, esse nosso belo "SP 2", branco, esbanjava categoria entre os esportivos.



Clássicos argentinos de Raly , apareciam a todo instante.



Orgulho do "Puro Sangue" Argentino



A presença alemã, mais uma vez, com uma galeria de Porsches.



Porsche conversível.



A Escuderia LOTUS, abria seu espaço com esse SEVEN 1971, vermelho.

O Francês ALPINE, pai do nosso Willys "Interlagos - Berlineta". Imponente como uma divindade Grega, olhava fixo para o nada.



Entregando nossas credenciais ao organizador do evento e presidente do CLUB de AUTOMÓVILES CLÁSICOS da Argentina, Dr. Ricardo Battisti.

DETOMASO PANTERA - 1979, V8 - Italiano. Em destaque com um espaço só para ele.



Diariamente são realizadas corridas em carrinhos, com os futuros pilotos e futuros apaixonados por automobilismo, com direito a bandeirada final e premiação. Quantas vezes uma criança para de chorar quando começa a ouvir o ronco de um motor, no momento em que seu pai liga o carro para passear. Uma comprovação que essa paixão vem do berço. - Uma pena que atualmente nesses "Carros de plástico" que usamos, não se escuta mais o barulho do motor.

Um espaço destinado aos apreciadores de ônibus e caminhões.



Raríssimo ASTON MARTIN - Inglês.



Esportivos Argentinos - Tipo Charuto.

O Museu do Automóvel Argentino, montou também seu stand.


Muitas vezes nos deparamos com marcas de automóveis que até desconhecemos. O stand da BORGWARD, ressaltava o seu modelo "Isabella".

 

STAND STUDEBAKER

Atraia saudosistas e curiosos pela marca.


Departamento náutico, com uma ampla exposição para os amantes dessa modalidade.



Circulando pelo evento, as pessoas podem apreciar uma variedade enorme de modelos que fazem parte da história da humanidade e que cada um traz consigo uma parte dessa história no porão da memória.

Devido a grande documentação que fizemos sobre "La Autoclásica", e para não se tornar uma matéria cansativa, decidimos dividir os assuntos em várias postagens. Continuaremos em seguida.


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01/10/2022

02 DE OUTUBRO - DIA NACIONAL DO PUMA

 OCTOBER 2nd - NATIONAL "PUMA" DAY

Hoje eu convido você  para  embarcar na máquina do tempo e fazer uma visita ao passado. Um passeio histórico e em "preto e branco" à fabrica PUMA, que foi um orgulho da indústria automobilística  nacional em 1968. O Puma,  saiu de uma fazenda no interior de São Paulo (Matão) para se tornar o maior sucesso entre os esportivos nacionais.

O ano de 1968, fez parte de uma fase de grande expansão na história da fabrica de automóveis PUMA. Durante a sua trajetória, a marca passou pelas mãos de três fabricantes, até sucumbir diante dos importados.


Essa era a  fachada do modesto galpão situado na Av. Presidente Wilson - 4385, no bairro Ipiranga na cidade de São Paulo.

Na foto a cima, funcionários laminando a FIBRA DE VIDRO. Em um procedimento artesanal e sem usar  equipamentos de proteção. Hoje sabemos que a fibra de vidro, é uma substância cancerígena e que para seu manuseio se faz necessário o uso de equipamentos de proteção (EPIs) como máscaras, óculos  luvas especiais etc.

Acima a esquerda, Jorge Lettry (1930-2008) diretor técnico até 1973,  recebe em visita de Leszek Bilyk   diretor da "Revista Quatro Rodas" para uma reportagem.


Fase de acabamento na fibra.




As carrocerias eram expostas ao sol para secar e esperar a "cura" da fibra (endurecimento).


Na montagem do PUMA o chassis usado era do  VW Karmannghia.  Que encurtado em 250 mm  diminuía a distancia entre eixos, ficando  reduzida para 2.150 mm. Após essa modificação, seguia  para receber a carroceria. A boa estabilidade era um ponto forte desse esportivo.


O chassis na linha de montagem para receber os componentes mecânicos que eram adquiridos da Volkswagen. É notório o famoso  escapamento fabricado pela KADRON, que dava um ronco (ASSINATURA SONORA) característico do motor Puma. Atualmente os colecionadores encontram muita dificuldade em conseguir uma "escapamento" esportivo similar ao Kadron.


Fase final no acabamento e pintura.



Fase de montagem de vidros e faróis. 




Não é a toa que o nosso Puma, além de dominar o mercado de esportivos no Brasil, chegou a ser exportado para mais de 50 países. Uma das mais belas obras da indústria nacional, e o mais bem sucedido esportivo da época.




MOTIVO DE POLÊMICA.
Quando o alemão Rudolf Leiding (1914-2003) assumiu a presidência da Volkswagen do Brasil, ameaçou cortar o fornecimento de peças para a PUMA, tendo em vista  a grande concorrência nas vendas, afetando diretamente ao  VW Karmannghia. Foi então que o advogado da fábrica PUMA, o Dr. Luiz Roberto Alves de Castro, recorreu à amizade que tinha com  Luis Antonio Gama e Silva na época Ministro da Justiça do então presidente da república, o General  ARTUR DA COSTA E SILVA durante o Governo Militar.
Atendendo o pedido, o ministro agendou uma audiência em Brasília para tratar o assunto  pessoalmente com o presidente da Volkswagen. 
Nessa audiência, as autoridades brasileiras argumentaram que  o ato caracterizava um abuso de poder de uma multinacional contra uma modesta fábrica  genuinamente nacional. 
Bastante irritado, o alemão diretor da VW mudou literalmente de ideia. Regressou e ordenou de imediato o desenvolvimento de um carro esportivo para enfrentar a concorrência  do PUMA. E assim, em tempo recorde nasceu o esportivo  VW SP 2.


OS QUE FAZIAM O PUMA.


1-

Rino Malzoni - Idealizador.

2-

Jorge Lettry - O cérebro.

3-


Anisio Campos - O Mago do design.

4-


Rubens Rossato - Diretor técnico

5-


Milton Masteguin - Sócio e idealizador com Rino Malzoni.


 Em fim, o carro era uma sensação. Agradando até a quem estava acostumado com velocidade, como o famoso  piloto inglês STIRLING MOSS.



Esse modelo de PUMA, conhecido como "Tubarão" devido as entradas de ar que possui  nas laterais, é um modelo bastante cobiçado entre os colecionadores. 


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02/09/2022

02 DE SETEMBRO - DIA NACIONAL DA KOMBI

 SEPTEMBER 02 - NATIONAL KOMBI DAY

 Kombi, fez tanto sucesso no Brasil que até ganhou uma data comemorativa oficial. O Dia Nacional da Kombi é comemorado todos os anos no dia 2 de setembro, data em que o primeiro modelo foi produzido em nosso país. E para relembrar este clássico nós dedicamos essa matéria para  contar um pouco da história do modelo e algumas curiosidades sobre a Kombi.

Tudo ideia de um Holandês

Apesar de ser fabricada por uma marca alemã, a Kombi foi idealizada pelo holandês Ben Pon na década de 1940. Ele projetou uma combinação entre o conjunto mecânico do Volkswagen Sedan e a carroceria de um veículo de carga leve. Aí, 10 anos depois, a Kombi foi lançada na Alemanha e se destacou muito por sua versatilidade. O modelo era usado tanto para o transporte urbano de carga quanto de passageiros.


BEN PON - O criador.


As criaturas.

A KOMBI NO BRASIL.

Sua montagem no Brasil, começou no ano de 1953, em um galpão no bairro do Ipiranga em São Paulo. Mas foi só a partir de 2 de setembro de 1957 que a Kombi passou a ser efetivamente produzida por aqui, na Fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo. Foi o primeiro modelo fabricado pela Volkswagen do Brasil – antes mesmo do Fusca – e o primeiro feito pela empresa fora da Alemanha. No seu lançamento, a versão era equipada com motor 1.2 de quatro cilindros que gerava 30 cv de potência.


UM VEÍCULO MULTI USO.


A partir daí, a Kombi Brasileira viajou o mundo. Já nos anos 70, ela começou a ser exportada para mais de 100 países. Os principais mercados foram Argélia, Argentina, Chile, Peru, México, Nigéria, Venezuela e Uruguai. A última Kombi produzida no mundo também saiu da fábrica da Volkswagen em São Bernardo do Campo, em dezembro de 2013.


SEMPRE PRESENTE NOS  OS EVENTOS DE VEÍCULOS ANTIGOS.


Kombi, na verdade, é apelido

O nome Kombi, é na verdade, uma abreviação adotada no Brasil para o termo em alemão “Kombinationsfahrzeug”. Em português, significa “veículo combinado” ou “combinação do espaço para carga e passeio”. Na Alemanha, o modelo recebeu o nome VW Bus T1 (Transporter Número 1). 
Entre os inúmeros apelidos que a Kombi recebeu no Brasil,  na região nordeste era chamada de  PÃO DE FORMA, no sudeste PERUA.


NOS TEMPOS DA NOSSA SAUDOSA VARIG.



KOMBI - MIL E UMA UTILIDADES.






NAS FORÇAS POLICIAIS.







A Kombi foi produzida no Brasil por 56 anos consecutivos mas passou por várias reestilizações e também ganhou algumas versões diferentes. Alguns anos após seu lançamento, começou a ser vendido o modelo  nas versões luxo e standard. 



DO RIO GRANDE DO NORTE AO CHILE.

Diretamente de Natal, Rio Grande do Norte-Brasil, um casal realizou a aventura de ir visitar o Deserto de Atacama no Chile, à bordo de sua Kombi.


Percorreram um total de mais de 12.000 km. Com sucesso.


Devidamente adesivada e equipada, para a aventura.


 Abaixo, parte do acervo do  CCARN, essa  Kombi - 1974, conhecida  como    "CORUJINHA". Modelo altamente valorizado e cobiçado por colecionadores, pertencente  ao feliz proprietário, o sócio João Márcio Barreto.





Essa Kombi, é de um médico Natalense radicado em São Paulo. Como bom antigomobilista curte sua paixão pela sua Kombi, com os acessórios de época.




ULTIMA KOMBI FABRICADA NO BRASIL.


A última unidade da Kombi foi produzida no Brasil em 2013 e, para marcar a despedida do mercado brasileiro, a Volkswagen lançou a série especial Last Edition. Com apenas 1.200 unidades, o modelo recebeu pintura bicolor azul e branca no famoso estilo “saia e blusa” e detalhes internos diferenciados. Ao mesmo tempo, a montadora promoveu uma campanha de “deslançamento” do modelo com um site que ficou aberto para receber histórias de proprietários. 

Com base nos relatos recebidos, a VW publicou um “testamento” para o modelo, contendo seus últimos desejos. 

última unidade produzida da Kombi saiu de São Bernardo do Campo, em São Paulo, e foi parar no museu de veículos comerciais do Grupo Volkswagen, na cidade de Hannover, na Alemanha.

Entre os inúmeros sites,  clubes de colecionadores e admiradores desse veículo destacamos o site www.kombiclubecuritiba.nafoto.net onde inclusive catalogam as que existem.


 Uma notícia boa para quem  não gostou quando a Kombi saiu de linha, a “Velha Senhora” deverá  ressurgir das cinzas. Recentemente, o Dr. Heinz-Jakob Neusser, presidente do conselho da Volkswagen, revelou que engenheiros da marca já estão trabalhando em um protótipo elétrico para a nova Kombi, ainda sem previsão de estréia.


Foto do protótipo em testes.

     
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